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sexta-feira, 6 de julho de 2012

MAGIA CIGANA (visão geral)

A MAGIA NA SUA TOTALIDADE

Falar de magia cigana é falar da vida, a vida em todos os seus aspectos. Vamos tratar de um assunto muito importante e que muitas vezes gera grande curiosidade por parte de todos que trabalham com o povo cigano e esoterismo em geral.


Prefiro começar por algo que na magia faz muita diferença a ética. Devemos sempre nos atentar que a magia está ai para ajudar a criar novas oportunidades, novos caminhos e escolhas, mais antes de tudo isso devemos entender que temos muitas variantes neste novo caminho, e dependendo do rumo a ser tomado (sempre por escolha do iniciado). Seguiremos pelos lindos caminhos de amor da magia branca ou pelos inebriantes rumos da magia negra. Pois acreditem a linha que permeia estes dois lados é muito tênue.


Não se ensina magia pura, mas simplesmente se ensina a conhecer os elementos e a manipulá-los de forma a serem favoráveis aos nossos desejos e anseios. Pois ensinar a fazer feitiços e poções é como ensinar as famosas simpatias, pura e simplesmente. O mago é muito mais que isso, ele sabe as propriedades e o propósito de cada um dos elementos que manipula, para que serve e onde vão dar ao serem misturados ou usados de maneira separada.


Portanto, aqueles que desejam se iniciar na magia deve estar atento a todo aprendizado do universo, e aos sinais dados a cada magia realizada.


Uma magia bem feita é aquela que dá resultados rápidos, satisfatórios e principalmente que não mexe com o equilíbrio natural das coisas.


Todo mago deve saber que tem em suas mãos a obra divina e que dela pode se valer para que com a sua energia aliada aos elementos corretos consiga resultados satisfatórios aos seus anseios e desejos.


Mas é sempre bom lembrar toda ação gera uma reação, e toda magia mesmo a mais banal gera várias respostas do universo. Então, sempre que ensinar algo aqui, é meu dever avisar e pedir que mantenham o bom senso e a capacidade de discernir o que sua ação trará de benefícios ou de malefícios a você ou a outrem. É claro, sem me esquecer de dizer-lhes na lei da magia TUDO volta triplicado para quem as realiza.


Espero dividir com vocês momentos de estudo e aprendizado.


"O VERDADEIRO MAGO é súdito do Amor e parceiro da natureza. Trabalha com seus elementos como quem pede passagem para algo sagrado. Sabe que os seus movimentos são observados no seio do invisível.


O VERDADEIRO MAGO jamais assalta os poderes da natureza. Ele a respeita profundamente. Por isso, não força a barra, somente age com elegância e educação no trato com o Invisível que rodeia os seres vivos.


O VERDADEIRO MAGO é simples e alegre. Os espíritos da natureza o adoram! Por onde ele vai, um séquito desses seres o acompanha. Eles gostam de sua aura jovial. Eles sabem que a LUZ é sua parceira incondicional. Ele sabe que o grande potencial está em si mesmo, pois é um ser de luz, é divino e eterno, e carrega o potencial das estrelas no brilho de seus olhos.


O VERDADEIRO MAGO é igual a um sol. E por onde ele vai, a grande magia acontece.


O VERDADEIRO MAGO Não é alguém que simplesmente pode fazer Magias, mas alguém capaz de causar transformações em si e em sua volta."


Por Lirah Kayrinsk

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A LEI DO RETORNO


Embora muitos de nós não entendamos o funcionamento das leis de Deus, elas se manifestam a cada instante da vida, como mensageiras da justiça e do amor divinos.
Paulo e sua esposa estavam atravessando uma avenida de grande movimento na cidade de São Paulo, quando perceberam no outro lado da rua dois rapazes que também os olhavam.
O marido pressentiu que seriam assaltados e disse à esposa para cuidar melhor da bolsa que levava à tiracolo.
Como não tinham mais como desviar o caminho, foram em frente, com os corações sobressaltados.
Quando se aproximavam mais, um dos rapazes se adiantou e, acenando, gritou: “Olá Dr. Paulo, como vai o senhor?”
Paulo, sem saber ao certo quem era, cumprimentou-o, trocou algumas palavras e foi em frente, aliviado por não ter ocorrido o assalto que ele pressentira.
Passadas duas semanas, Paulo foi para a cidade do interior, onde residira por muitos anos, a fim de rever familiares e amigos.
Na oportunidade, aproveitou para visitar uma família que dele recebia auxílio continuado, há anos.
A mãe da família disse-lhe, para sua surpresa: “O senhor sabia que quase foi assaltado recentemente em São Paulo?”
E ele respondeu: “Mas como a senhora sabe disso?” E a senhora continuou: “Na verdade, soube pelo meu filho, o mais velho, que o senhor conheceu ainda rapazinho, mas que há anos vive sozinho por aí, por opção.
Ele enveredou pelos descaminhos da vida. Esteve aqui dia desses e comentou que encontrou o senhor numa rua.
Disse que estava com um amigo e juntos preparavam-se para assaltar alguém, quando o reconheceu, bem como sua esposa.
Lembrou-se de todas as vezes que o senhor e Dona Estela vêm aqui em casa e o quanto já nos ajudaram nesses anos todos.
Rapidamente ele se antecipou ao amigo, gritando o seu nome e vindo em sua direção, para criar obstáculo ao outro comparsa e demonstrar que o senhor não podia ser assaltado, pois era conhecido." 
“Graças a Deus ele não cometeu nenhum desatino com o senhor.”
“Graças a Deus, respondeu Paulo.” E ficou a pensar nas coincidências da vida. Nesse caso uma coincidência feliz.
Essa história demonstra que quem semeia o bem há de colher o bem, diante da lei de amor e justiça, que é lei de Deus.
Causa e efeito: Paulo causou o bem a alguém e o efeito foi se beneficiar do resultado desse bem distribuído em nome do auxílio ao próximo.
Pensando em lei de causa e efeito, ou também conhecida como lei de retorno, podemos procurar entender algumas questões da vida.
Ontem, colocamos o orgulho e a vaidade no peito de um irmão que nos seguia os exemplos menos felizes; hoje, talvez o tenhamos de volta, na feição de esposo despótico ou de filho problema, para sorvermos juntos o cálice da redenção.
Ontem, esquecemos compromissos veneráveis, arrastando alguém ao suicídio; hoje, possivelmente reencontramos esse mesmo alguém na pessoa de um filhinho, portador de moléstia irreversível, atendendo-lhe, à custa de lágrimas, o trabalho de reajuste.
Ontem, abandonamos a companheira inexperiente, à míngua de todo auxílio, situando-a nas garras da delinqüência; hoje, moramos no espinheiro, em forma de lar, carregando fardos de angústia, a fim de aprender a plantar carinho e fidelidade.
Assim, cada elo de simpatia ou cada sombra de desafeto que encontramos na família ou na atividade profissional, podem ser forças do passado a nos pedir mais amplas afirmações de trabalho e dedicação ao bem.
Tenhamos sempre em mente que todos os delitos que cometemos não desaparecerão no silêncio do túmulo, porque a vida prossegue, além da morte, desdobrando causas e conseqüências.
Assim sendo, diante de toda dificuldade e de toda prova, façamos o melhor ao nosso alcance. Ajudemos aos que partilham conosco as experiências, e oremos pelos que nos perseguem, desculpando todos aqueles que nos injuriam.
A humildade é a chave de nossa libertação. Dessa forma, sejam quais forem os obstáculos, lutemos por superá-los com dignidade e honradez.
E não nos esqueçamos de que a conquista da nossa felicidade começa nos alicerces invisíveis da luta dentro do próprio lar.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

OS CINCO ELEMENTOS

Os elementos para a filosofia cigana oriental são cinco (terra, água, fogo, ar e éter). Os elementos contidos na natureza podem e devem ser usados pelos magos nas invocações de seres elementais ou de outros espíritos, "a vontade humana é uma força tão real como a do vapor ou da corrente galvânica".


*Tudo que vemos com os olhos é formado por um ou mais dos cinco elementos e todos eles convivem dentro de nós. Com a ajuda da alma, todos eles estão contidos e são ativos no corpo humano em maior ou em menor grau em cada corpo.


AR
".....acima da Terra, existem seres vivendo em torno do ar tal como nós vivemos em torno do mar, alguns em ilhas que o ar forma junto ao continente; e numa palavra, o ar é usado por eles tal como a água e o mar o são por nós, e o éter é para eles o que o ar é para nós. Mais ainda, o temperamento das suas estações é tal, que eles não tem doenças e vivem muito mais tempo do que nós, e têm visão e audição e todos os outros sentidos muito mais agudos que os nossos, no mesmo sentido que o ar é mais puro que a água e o éter do que o ar. Eles também têm seus templos e lugares sagrados em que os deuses realmente vivem, e eles escutam suas vozes e recebem suas respostas; são conscientes da sua presença e mantêm conversação com eles, e vêem o Sol, a Lua e as estrelas tal como realmente são. E todas suas bem- aventuranças são desse gênero". 
Sócrates


Ponto cardeal: Leste. 
Elemental Regente: Silfo. 
Cores: Amarelo e branco. 
Instrumento mágico: Athame. 
Aromas: olíbano, hortelã, lavanda e alfazema. 
Associações: sabedoria, aprendizado, viagens e comunicação. 
Propriedades: cura, fertilidade, sonhos, intuição e amor. 
Signos: Gêmeos, Libra, Aquário.


Ar – masculino e ativo, é o elemento responsável pelo trabalho intelectual e artístico do homem, pois age em conformidade com o plano mental. Os elementais do ar são os silfos, elfos e fadas. Eles moldam os ventos e as nuvens e mostram-se com asas, o que se permite que se movimentem com rapidez, como um vento brando e agradável. São guiados pelo senhor Peralda ou Peralta. Ligam-se ao ponto cardeal leste e trabalham com o chakra cardíaco. O ar pode ser sentido, mas não pode ser visto. O ar possui somente dois atributos: SOM e TOQUE. Através da fumaça pode-se invoca-los e utilizar sua força mágica, daí a importância dos incensos e defumadores. O ar é um fio condutor que nos une ao Grande Pai e a Grande Mãe. Ao nascer, nós iniciamos este ritual da respiração: inspirar e expirar, onde a vida e a morte se encontram continuamente, ensinando-nos a lição mais importante no ato de viver que é compreender a própria morte como parte inseparável da vida. O Ar é o elemento da comunicação.


TERRA
"Cada planta é uma estrela terrestre. Suas propriedades celestes, estão escritas sobre as cores de suas pétalas e, suas propriedades terrestres, na forma de suas folhas. "


“Toda a magia está contida nelas; em seu conjunto, todas as potências dos Astros.” 
Paracelso


Ponto Cardeal: Norte. 
Elemental Regente: Gnomo. 
Cores: Verde, Marrom, Preto. 
Instrumento mágico: Pentáculo. 
Aromas: benjoim, canela, incenso. 
Associações: Pedras, Terra, Ervas, Metais, Sal. 
Propriedades: prosperidade, riqueza, negócios, abundância, realização. 
Signos: Touro, Virgem, Capricórnio. 


Terra – passivo e feminino, possui uma forma bastante firme e duradoura. Dá a forma à matéria e recebe as descargas energéticas da natureza depurando-as para que retornem transformadas. A utilização mágica desse elemento é possível através dos minerais, metais e vegetais. As pedras preciosas ou não, e os metais tem a capacidade de filtrar e amplificar energias do ambiente ou do plano mental, solidificando formas através do exercício da vontade. O contato com as plantas aumenta o poder intuitivo, revitaliza o corpo e renova as energias. Os elementais da terra são os gnomos e duendes. Assumem formas humanas quando querem se mostrar. São guiados pelo senhor Gob, trabalham o chakra básico e estão ligados ao ponto cardeal sul.


FOGO


Pense: sem o fogo, o mundo com certeza seria frio e escuro.
O Fogo fascina: pode destruir, mas pode também acalentar, cozinhar, aquecer, iluminar. Tudo isso se soubermos trabalhá-lo na medida certa. 
Quando trabalhamos com este elemento, devemos pedir purificação, paixão, amor, espiritualidade e transformação.


Ponto Cardeal: Sul.
Elemental Regente: Salamandra.
Cores: Vermelho, Laranja.
Instrumento Mágico: Bastão, Castiçal, Velas.
Aromas: Sândalo, Laranja.
Associações: Velas, tochas.
Propriedades: energia, amor, purificação, espiritualidade, cura.
Signos: Áries, Leão, Sagitário.


Fogo – também masculino e ativo, representa o início e o fim da existência do homem. De todos os elementos é o mais perigoso e também o mais poderoso. Quando visto por sua ação criadora e destruidora, assim como por seu poder transmutador. Por limpar e transmutar as energias negativas, é usado em qualquer ritual de magia em forma de vela, carvão queimando, pira ou fogueiras. Suas chamas são ideais para a concentração, viagens astrais, meditações e desenvolvimento da intuição.
Os elementais do fogo são as salamandras que desenvolve suas tarefas dando direção e ação as energias solares. Possuem a capacidade de transformar qualquer matéria com a qual entrem em contato.


Apresentam-se sob a forma incandescente e luminosa, em formatos circulares, como bolas ou línguas chamejantes e brilhantes. Podem ser vistas ainda como uma espécie de lagarto, vivas na natureza.


São regidas pelo senhor Djin, que costuma mostrar-se com o corpo em forma de chamas e as mãos vermelhas. Ligam-se ao ponto cardeal norte e trabalham o chakra umbilical.
Quando analisamos canções e cultos dos povos antigos, podemos encontrar um grande número de evocações e homenagens ao fogo. Isso ocorre, sem dúvida, porque, de todos os elementos, o Fogo é aquele com o qual o homem não tem contato diário, como a terra ou o ar, além de ter sido aquele que mudou a vida do homem primitivo.


ÁGUA
O elemento Água é o elemento das emoções. É necessidade vital para o corpo e para o espírito.

Das águas do útero materno viemos, e sem dúvida, ali começamos nossos primeiros contatos do mundo sentimental.

A água mexe com nosso subconsciente, fazendo-nos ter visões. Ouvindo seu murmúrio, nos lembramos de lugares e sensações distantes e por vezes desconhecidas, e relaxamos ao som do canto de seus rios.

Quando trabalhamos com a água, devemos pedir intuição, equilíbrio, calma, emoções e amor.

Ponto cardeal: Oeste. 
Elemental Regente: Ondinas. 
Cores: Azul, Prata. 
Instrumento mágico: Cálice, Caldeirão. 
Aroma: Rosas, Artemísia. 
Associações: essências, óleos, água. 
Propriedades: cura, fertilidade, sonhos, intuição, amor. 
Signos: Câncer, Escorpião, Peixes.


Água – feminino e passivo esse elemento mexe com as emoções, com as águas internas do organismo. Está ligado ao plano emocional e aos relacionamentos.


Os elementais da água são as ondinas, também chamadas ninfas e sereias. São encontradas nos rios e córregos, fontes, mares e até mesmo numa pequena gota de orvalho. Apresentam-se com graça e beleza, de forma sempre feminina; e realizam no homem um trabalho de purificação. Nas quedas d’água mostram um movimento frenético e alegre, conferindo grande beleza. Na água do mar encontramos ondinas fortes que trabalham intensamente no vai e vem das ondas. São capazes de devolver o equilíbrio emocional e purificar os sentimentos do indivíduo. As ondinas podem ser invocadas através da água e do vinho. Está ligado ao ponto cardeal oeste e trabalham o chakra sexual.


O príncipe Necash é o senhor das águas e aparece como uma cobra gigante de rosto humano e cabelos azuis e verdes.
ETÉRIO
Éter – ele é a quinta essência como quinto elemento, todos os outros se formam dele que é uma essência imaterial que constitui o mundo manifestado, ele dá a vida e pode alçar todas as formas é o princípio e ao mesmo tempo o fim em si mesmo, ele é o mais sutil dos elementos, pois é etérico. É considerado o espaço celeste radiante acima do ar, onde os Devas vivem e se desenvolvem espiritualmente. "O Éter está para os Devas assim como a água está para os peixes".

O éter, que também é chamado de espaço, é o quinto dos cinco elementos e é onipenetrante e muito sutil. Não possui qualquer atributo específico exceto o SOM, o éter, é mais leve que o ar e é o mais irrestrito dentre os elementos em sua capacidade de permear. A razão para isso é que ele é caracterizado apenas pelo atributo do som. “Ele existe em todos os lugares porque a energia do som permeia a criação inteira.”

LEI DA CAUSA E EFEITO


Em nossas vidas há, entre outras, uma certa lei funcionando constantemente: a lei de causa e efeito.

Ela é muito semelhante à lei da Física descoberta por Isaac Newton (1642-1727), que diz que toda ação causa uma reação e que a ação e a reação são iguais e opostas.

Através desta lei, Deus nos torna responsáveis por todos os atos livremente cometidos.

Na prática, quer dizer que tudo o que fazemos retorna a nós mesmos, e retorna de maneira automática.

Vejamos alguns exemplos:
  • se exageramos na comida (causa), temos uma indigestão (efeito);
  • se descuidamos da saúde (causa), ficamos doentes (efeito);
  • se costumamos brigar com todo mundo (causa), terminamos sozinhos (efeito).

No entanto, o alcance desta lei é muito maior.

Ela não se limita às ações praticadas na encarnação presente. A lei de causa e efeito liga fatos separados por séculos, por milênios, entre as inúmeras reencarnações do Espírito, de acordo com o mais perfeito princípio de Justiça.

Uma certa circunstância que cria um sofrimento em nossa vida presente, cuja causa não identificamos nela mesma, pode ter sido gerada no passado remoto.

Os sofrimentos por causas anteriores são, freqüentemente, como os das faltas atuais, a conseqüência natural da falta cometida; quer dizer, por uma justiça distributiva rigorosa, o homem suporta o que fez os outros suportarem; se foi duro e desumano, ele poderá ser, a seu turno, tratado duramente e com desumanidade: se foi orgulhoso, poderá nascer em uma condição humilhante (...) (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. V, Item 7).

Há livros (inclusive O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO) que colocam este assunto em termos de dívidas contraídas, pagamento de contas, resgate ou coisa parecida. São figuras de linguagem, e não devemos tomá-las ao pé da letra.

Na verdade, ninguém deve nada a Deus, ao Universo, nem mesmo àqueles a quem prejudicou no passado.

Simplesmente possuímos uma consciência, que sabe diferenciar o bem do mal e que sabe reconhecer quando se afasta do caminho do Bem. Essa consciência só encontra a Paz quando, de alguma forma, procuramos consertar os estragos provocados por nossas atitudes. E a lei de causa e efeito nos leva a isto.

Outro engano é crer-se que tudo aquilo que não "pagamos" agora, será "cobrado" mais tarde, com "juros e correção monetária", como se existisse inflação na economia do Cosmo. Se o simples fato de protelarmos o encontro com pessoas e situações onde temos planos de trabalho traçado na Espiritualidade aumentasse o nosso "débito", Deus não seria o Pai misericordioso de Jesus, mas seria o Deus vingativo de Moisés!

Particularmente, creio que esse engano resulte de uma interpretação imperfeita de trechos de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, capítulo 5, Item 12, que dizem: Deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são a dívida das vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente sobre a Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. (...)

O homem que sofre é semelhante a um devedor que deve uma grande quantia, a quem diz seu credor: "Se me pagardes hoje, mesmo a centésima parte da dívida, eu vos darei quitação de todo o resto, e sereis livre; se não o fizerdes, eu vos perseguirei até que tenhais pago o último centavo". O devedor não seria venturoso suportando toda sorte de privações para se liberar, pagando a centésima parte do que deve?

Muita atenção: ali não está dizendo que a dívida não quitada se transformará em séculos de sofrimento, mas que teremos essa dívida nos atormentando a consciência durante séculos, até que resolvamos quitá-la. Não é o débito que aumenta: é o sofrimento moral.

Esta interpretação se encaixa perfeitamente, não só com o significado da lição, mas com a Justiça de Deus...

Devemos estar compenetrados do seguinte: perante a Lei de Deus, somos sempre responsáveis:
  • pelo mal que fizemos;
  • pelo bem que deixamos de fazer, quando podíamos;
  • pelas conseqüências de termos deixado de fazer esse bem.

E não há maneira nenhuma de aumentar ou diminuir nossas "contas" que não seja o nosso próprio modo de agir.