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quarta-feira, 4 de julho de 2012

LEI DA CAUSA E EFEITO


Em nossas vidas há, entre outras, uma certa lei funcionando constantemente: a lei de causa e efeito.

Ela é muito semelhante à lei da Física descoberta por Isaac Newton (1642-1727), que diz que toda ação causa uma reação e que a ação e a reação são iguais e opostas.

Através desta lei, Deus nos torna responsáveis por todos os atos livremente cometidos.

Na prática, quer dizer que tudo o que fazemos retorna a nós mesmos, e retorna de maneira automática.

Vejamos alguns exemplos:
  • se exageramos na comida (causa), temos uma indigestão (efeito);
  • se descuidamos da saúde (causa), ficamos doentes (efeito);
  • se costumamos brigar com todo mundo (causa), terminamos sozinhos (efeito).

No entanto, o alcance desta lei é muito maior.

Ela não se limita às ações praticadas na encarnação presente. A lei de causa e efeito liga fatos separados por séculos, por milênios, entre as inúmeras reencarnações do Espírito, de acordo com o mais perfeito princípio de Justiça.

Uma certa circunstância que cria um sofrimento em nossa vida presente, cuja causa não identificamos nela mesma, pode ter sido gerada no passado remoto.

Os sofrimentos por causas anteriores são, freqüentemente, como os das faltas atuais, a conseqüência natural da falta cometida; quer dizer, por uma justiça distributiva rigorosa, o homem suporta o que fez os outros suportarem; se foi duro e desumano, ele poderá ser, a seu turno, tratado duramente e com desumanidade: se foi orgulhoso, poderá nascer em uma condição humilhante (...) (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Cap. V, Item 7).

Há livros (inclusive O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO) que colocam este assunto em termos de dívidas contraídas, pagamento de contas, resgate ou coisa parecida. São figuras de linguagem, e não devemos tomá-las ao pé da letra.

Na verdade, ninguém deve nada a Deus, ao Universo, nem mesmo àqueles a quem prejudicou no passado.

Simplesmente possuímos uma consciência, que sabe diferenciar o bem do mal e que sabe reconhecer quando se afasta do caminho do Bem. Essa consciência só encontra a Paz quando, de alguma forma, procuramos consertar os estragos provocados por nossas atitudes. E a lei de causa e efeito nos leva a isto.

Outro engano é crer-se que tudo aquilo que não "pagamos" agora, será "cobrado" mais tarde, com "juros e correção monetária", como se existisse inflação na economia do Cosmo. Se o simples fato de protelarmos o encontro com pessoas e situações onde temos planos de trabalho traçado na Espiritualidade aumentasse o nosso "débito", Deus não seria o Pai misericordioso de Jesus, mas seria o Deus vingativo de Moisés!

Particularmente, creio que esse engano resulte de uma interpretação imperfeita de trechos de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, capítulo 5, Item 12, que dizem: Deveis considerar-vos felizes por sofrer, porque as vossas dores neste mundo são a dívida das vossas faltas passadas, e essas dores, suportadas pacientemente sobre a Terra, vos poupam séculos de sofrimento na vida futura. (...)

O homem que sofre é semelhante a um devedor que deve uma grande quantia, a quem diz seu credor: "Se me pagardes hoje, mesmo a centésima parte da dívida, eu vos darei quitação de todo o resto, e sereis livre; se não o fizerdes, eu vos perseguirei até que tenhais pago o último centavo". O devedor não seria venturoso suportando toda sorte de privações para se liberar, pagando a centésima parte do que deve?

Muita atenção: ali não está dizendo que a dívida não quitada se transformará em séculos de sofrimento, mas que teremos essa dívida nos atormentando a consciência durante séculos, até que resolvamos quitá-la. Não é o débito que aumenta: é o sofrimento moral.

Esta interpretação se encaixa perfeitamente, não só com o significado da lição, mas com a Justiça de Deus...

Devemos estar compenetrados do seguinte: perante a Lei de Deus, somos sempre responsáveis:
  • pelo mal que fizemos;
  • pelo bem que deixamos de fazer, quando podíamos;
  • pelas conseqüências de termos deixado de fazer esse bem.

E não há maneira nenhuma de aumentar ou diminuir nossas "contas" que não seja o nosso próprio modo de agir.

terça-feira, 12 de junho de 2012

MALAÍPE ROMANO :: 30.06.2012

Convidamos todos os amigos e amantes do povo cigano espiritual para a próxima MALAÍPE ROMANO da Carvana Asther Romah em 30.06.12, com início às 15h.

Neste dia iremos trabalhar o ritual da saúde, juntamente com a energia do povo do oriente. Então pedimos, que dentro do possível, vir com roupas na cor verde ou branca; caso não seja possível, vir com roupas claras. Vamos vibrar juntos a saúde, principal fonte de energia que nos favorece a alcançar objetivos.

Abaixo nosso convite especial a você!


segunda-feira, 4 de junho de 2012

A lógica da destruição de uma cultura


     Amo uma cultura que vem sendo massacrada e perseguida. Pelos de dentro (o que é o pior) e pelos de fora. Tudo é verdadeiro e único – a cultura da arrogância que vem sendo ampla e vergonhosamente difundida, pelos que se dizem ciganos. A ignorância impera como via de regra, muitos comprando gato magro como lebre gorda. Um povo que desconhece seu povo, um povo a quem o mundo desconhece, ignora e trata como se fossem um animal raro, a beira da extinção. Hoje ser cigano é premio de consolação de muitos no mundo a fora. Valem-se das falsas verdades e vendem uma cultura errada e hipócrita; não sou cigana, amo e respeito demais os romá para vender esta mentira, mas será que TODOS por ai podem colocar suas cabeças no travesseiro e dormirem tranquilos? Onde está a verdade? Com certeza não é fora dos acampamentos, onde os mesmos são comercializados, a sua sabedoria que tanto tentaram proteger dos gadjos, sendo vendida como pacto aos mesmos, em rituais confusos semelhantes as iniciações de candomblé, mascarados e invertidos. Lamentável, lamentam os ciganos espirituais e tenho certeza que os de sangue também embora observem calados a tudo que tem acontecido.

     A tradição está morrendo, as barracas estão sumindo, a cultura de vender o que dá dinheiro, o medo da exposição, as transgressões as regras, a exploração sexual, a morte prematura, a fome, as surras, as ameaças. Não há brilho, existe apenas realidade. Pena, que nem todos consigam enxergar isto, basta de enganação. Somos uma gota no oceano, sabemos disso, lutamos pela utopia, contra o preconceito e a discriminação. Buscamos a clareza das informações baseadas na luz do conhecimento sério, acadêmico, a história viva e o respeito aos que já se foram, suas estradas e suas bandeiras.

     Trabalho com espíritos ciganos, e estes falam de amor e respeito a sua etnia, com saudades de um tempo que talvez não volte jamais, tempo em que seus costumes e rituais se vendidos recebiam graves punições. Mas quem sabe as mesmas, uma hora ou outra, cheguem pelas mãos da divina providência. Pois aqui se faz e aqui também se paga, o mal feito àqueles que não merecem.

     Para bom entendedor um pingo é letra.

     Desculpe-me meu desabafo, ele não condiz com minha posição de liderança espiritual, mais cabe certinho na minha posição de Gadje que ama e defende os romá até a morte e não consegue ver calada matarem uma tradição!

(a) Lirah Kayrinsk